Direito e Contabilidade compartilham mais terreno do que a maioria dos advogados imagina. Veja por que essa combinação é tão valiosa.
Direito e Contabilidade compartilham mais terreno do que a maioria dos advogados imagina. Recuperação judicial, planejamento tributário, perícia contábil, direito empresarial, em todas essas frentes, o profissional que domina os dois universos opera em um patamar diferente de quem conhece só a legislação.
Não é coincidência que a procura por uma segunda graduação em Ciências Contábeis entre bacharéis em Direito venha crescendo. É uma resposta direta a uma lacuna real do mercado.
Um advogado entende a lei. Um contador entende os números por trás dela. Quando essas duas competências estão na mesma pessoa, surgem possibilidades que nenhuma das duas formações sozinha entrega:
A área contábil segue em expansão estrutural no Brasil, com demanda consistente e blindada contra boa parte das oscilações do mercado de trabalho, diferente de áreas mais sujeitas a ciclos econômicos. Auditores e peritos contábeis com qualificação sólida frequentemente alcançam remunerações que ultrapassam a média de mercado para a profissão.
Para o advogado, isso significa um caminho de especialização com escassez relativa de concorrência direta: poucos profissionais do Direito têm, de fato, formação contábil completa, o que torna quem tem essa combinação um recurso raro dentro de escritórios, empresas e órgãos públicos.
Não, na maioria dos casos. Por já possuir uma graduação concluída e, frequentemente, disciplinas com conteúdo equivalente (especialmente em legislação tributária e empresarial), o bacharel em Direito costuma se beneficiar do mecanismo de aproveitamento de disciplinas, o que reduz o tempo total necessário para concluir a segunda graduação.
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Conhecer o curso completoUma dúvida comum entre advogados que avaliam essa segunda formação é a compatibilidade com a atuação na OAB. A resposta é que é permitido exercer as duas atividades, respeitando-se as regras éticas da advocacia, como a vedação à publicidade conjunta entre as duas atuações e a atenção a eventuais conflitos de interesse entre os papéis de advogado e de contador em um mesmo caso. Vale sempre consultar as normas específicas vigentes da OAB sobre o tema antes de estruturar a atuação combinada.
A combinação entre Direito e Ciências Contábeis não é apenas mais um diploma na parede, é uma resposta a uma demanda real e crescente de mercado, com relativamente poucos profissionais qualificados para atendê-la. Para o advogado disposto a investir nessa segunda formação, o retorno aparece tanto em novas frentes de atuação quanto em posicionamento profissional diferenciado.
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